"Além dos sinais externos que denunciam - cabelos brancos, cabelo nenhum, rugas, barriga, essas indignidades - as gerações se reconhecem pelos jogadores de futebol que se têm na memória"

Luis Fernando Veríssimo

24 de jun de 2010

A Bola Pune


O técnico Muricy Ramalho não poderia ter sido mais feliz quando soltou essa frase que virou bordão na boca de todos os futebolistas: A BOLA PUNE.
A cada dia que passa todos que acompanham o dia-a-dia do futebol tem mais certeza de que a bola realmente não perdoa. Ontem foi a vez da Eslovênia comprovar isso.
O jogo foi razoável, a Inglaterra foi outro time em relação aos dois primeiros jogos da Copa. Foi mais objetiva, agrediu o adversário em busca do gol e usou muito bem os lados do campo. Frank Lampard e Steven Gerrard são o grande diferencial desse time, ambos tem ótima visão de jogo, muita qualidade no passe, aparecem muito bem no ataque, ontem por diversas vezes Gerrard fez a infiltração nas costas da zaga, além de compor muito bem o sistema defensivo.


Wayne Rooney apesar de não ter desencantado jogou muito bem, correu, buscou o jogo mas a bola teimou em não entrar, as vezes por azar as vezes por ansiedade, o jejum de quase 9 meses sem fazer gol pelo English Team fez com que faltasse calma ao Shrek em alguns momentos da partida.
A Inglaterra controlou praticamente todo o jogo, em parte pelo bom futebol apresentado mas também porque a seleção eslovena abdicou do jogo. Se acomodou e limitou-se a se defender e esperar o tempo passar já que estaria classificada mesmo perdendo porque EUA x Argélia empatavam em 0x0.
E como diz o título do post, a bola pune, e puniu a seleção que não buscou nada, que não teve ousadia, que se contentou com pouco e que por essa atitude fraca não merecia mesmo estar nas oitavas-de-final de uma Copa do Mundo. Não que fosse fácil para os eslovenos vencerem se quisessem, a Inglaterra é muito mais time e era favorita no confronto, mas eles nem sequer tentaram nada. Se entregaram e jogaram sem nenhuma vontade de vencer.


O destino ainda capricharia no final. O árbitro Wolfgang Stark encerrou o jogo aos 48 do segundo tempo e no instante que ele apitou o fim da partida no Nelson Mandela Bay a seleção americana marcava o gol em Pretória.
Não havia mais tempo para a Eslovênia buscar nada, foi punida da forma mais dolorosa possível.
Pagou um preço alto pela omissão em campo.
A bola pune sim, mas nesse caso, com grande contribuição da vítima.

Um comentário:

Futebol ao Cubo disse...

Fala, cara!

O Gerrard foi o único que, nos três jogos, não fez nenhum ruim. Contra a Eslovênia ele foi muito bem, nos outros dois esteve ao menos acima da média do fraco desempenho geral.

Nada contra a Eslovênia, é honroso um país tão pequeno conseguir chegar numa Copa, mas fico imaginando se fosse a Rússia nesse grupo, tal qual fosse o Egito no lugar da Argélia. Seria um grupaço.


Abraços!