"Além dos sinais externos que denunciam - cabelos brancos, cabelo nenhum, rugas, barriga, essas indignidades - as gerações se reconhecem pelos jogadores de futebol que se têm na memória"

Luis Fernando Veríssimo

12 de jul de 2010

Fúria conquista o planeta


Copa em um continente inédito, campeão inédito.
A Espanha entrou para a lista dos campeões mundiais, já não era sem tempo, país que possui uma das ligas mais fortes e tradicionais do futebol mundial.


A final colocou frente a frente as duas seleções que foram a África com a intenção de JOGAR FUTEBOL e que realmente jogaram o fino da bola, souberam aliar ofensividade, cadência, objetividade e pragmatismo chegando com justiça a decisão do título. Decisão essa que foi um jogão, não da forma que o mundo todo esperava, mas dentro das suas características, foi jogo pra boleiro nenhum botar defeito.
Todos, inclusive este blogueiro, esperavam um jogo muito melhor técnicamente, afinal, são os dois melhores times do mundo atualmente mas o nervosismo prevaleceu sobre o futebol das equipes o que no meu modo de ver é normal se considerarmos que além de ser uma final de Copa do Mundo eram duas seleções que nunca venceram lutando pelo primeiro título.
O típico jogo que vence quem erra menos. Jogo truncado, muitas faltas e festival de cartões amarelos, nenhuma das equipes queria correr o risco de ceder o menor espaço ao adversário. Não faltou entrega dos jogadores, lutavam por cada bola, por cada palmo de campo e quando encontravam uma brecha na defesa adversária, paravam na própria intranquilidade.


Robben, Villa, Sergio Ramos, Fábregas... um a um os jogadores iam perdendo chances incríveis de gol, aumentando a angústia dos torcedores e tornando o jogo cada vez mais dramático.
Casillas e Stekelenburg se agigantaram embaixo das traves, e quando parecia que um deles sairia consagrado já que o jogo caminhava para a disputa de pênaltis, Andrés Iniesta(melhor jogador da Espanha na Copa) rouba o papel de protagonista e escreve seu nome na história. Faltando menos de 5 minutos para o fim da prorrogação Fábregas, que entrou muito bem no jogo, deixa o camisa 6 livre na área para decidir, para fazer o simples ainda que ele não goste, para fuzilar o gol holandês, Stekelenburg nada pode fazer, Espanha 1 x 0.


O título espanhol foi merecido, não só pela Copa mas por tudo que vem fazendo nos últimos anos, coroou a melhor e mais brilhante geração do futebol espanhol. Uma seleção que conta com quem decida atrás e na frente, que joga e que encanta.
A Fúria, comandada por um técnico nada furioso, é a nova dona do mundo, se você não gosta da Fúria sugiro que pense denovo, não sabe o que está perdendo.


Forlán ganhou a Bola de Ouro, justo, fez uma belíssima Copa e fez muita diferença para o Uruguai, mas meu voto vai para o camisa 10 da Holanda, foi o craque da Copa, apesar da derrota hoje, Sneijder(foto) é na opnião desse blogueiro o melhor camisa 10 do futebol atual. Sou fã, apenas dessa vez enquanto ainda posso, vou deixar a imparcialidade um pouco de lado.

Nota para a atitude da seleção holandesa depois da entrega da taça, formando um corredor para aplaudir e cumprimentar os espanhóis um a um, muito legal. Os brasileiros tem muito o que aprender quando o assunto é fair play.


Assim termina a história da primeira Copa na África, uma história recheada de muitas emoções e lindas imagens, mas isso é assunto para um outro post.

OBRIGADO ÁFRICA DO SUL !
NOS VEMOS NO BRASIL !

3 comentários:

makaco disse...

Polvo adivinhao... :S
TENSO...

Cleber Soares disse...

Só uma palavra
mereceram....

Gabriela . disse...
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