"Além dos sinais externos que denunciam - cabelos brancos, cabelo nenhum, rugas, barriga, essas indignidades - as gerações se reconhecem pelos jogadores de futebol que se têm na memória"

Luis Fernando Veríssimo

19 de out de 2010

Uma visão diferente

Após o clássico entre São Paulo e Santos no último fim-de-semana, Paulo César Carpeggiani disse algo que me chamou atenção em sua entrevista coletiva. Ao ser perguntado pelo jornalista sobre o esquema ofensivo que o treinador vem utilizando nesse início de trabalho no São Paulo, Carpeggiani respondeu: "Eu não tenho um esquema definido(4-4-2, 4-3-3...) eu tenho posicionamento"

Os números de um esquema não necessariamente te mostram como a equipe se comportará em campo. A proposta de jogo, ofensiva ou defensiva, para essa ou aquela partida especificamente determinará a postura da equipe. O treinador pode ter um 4-4-2 ofensivo escalando dois laterais que apoiem bem com dois meias de criação ou um 4-4-2 mais defensivo com uma linha de 4 zagueiros atrás.

Mas voltando ao assunto Carpeggiani, o que me chamou atenção foi o fato de o treinador fugir do convencional. Quase que em 100% das vezes que é perguntado sobre o esquema do seu time, um treinador responde da forma mais enfeitada possível: "Estávamos com um linha de quatro no meio campo e blá blá blá" "Optei por um 4-3-3 com dois homens bem abertos blá blá blá". Carpeggiani resumiu a forma de o São Paulo jogar com uma única palavra, posicionamento. "Eu os posiciono em campo com uma função específica e eles tem que executar" disse o treinador são paulino.

Incrível como temos mania de complicar o simples. Se todos tiverem disciplina no posicionamento e executarem suas funções corretamente, pouco importa o "desenho" em que o time fica distribuído em campo.
Claro que para tudo isso funcionar tem que haver uma relação de confiança e crença recíproca, o treinador tem que confiar e conhecer os jogadores para extrair o máximo de cada um, e os jogadores tem que ter total confiança na filosofia de trabalho do comandante da equipe.

A fórmula é simples, nós que complicamos.

2 comentários:

Cleber Soares disse...

e ai Luciano, blz.
Tenho que confessar que queimei a língua com Carpegiane e Luxemburgo. Não acreditava que faraiam bins trabalhos, pelo menos não essa ano ainda. Cai do cavalo, rsrsrssr
é por isso que o futebol é esse sucesso em todo mundo, nunca se sabe oque vai aocntecer....

BLOG DO CLEBER SOARES
www.clebersoares.blogspot.com

Claudio Henrique disse...

E aí Luciano. Blz cara?

Eu acho esse negócio de tática chato demais. É importante? Sim. Mas os caras levam a sério demais. Tática é importante, mas NÃO ganha jogo. O que importa é dentro de campo.

Abraços!