"Além dos sinais externos que denunciam - cabelos brancos, cabelo nenhum, rugas, barriga, essas indignidades - as gerações se reconhecem pelos jogadores de futebol que se têm na memória"

Luis Fernando Veríssimo

8 de out de 2010

Útil ?


Devagar quase parando, assim foi a vitória brasileira sobre a seleção do Irã. O forte calor dos Emirados Árabes prejudicou bastante o ritmo do jogo principalmente para a seleção brasileira que conta com jogadores leves de muito toque de bola.

Sinceramente não sei até que ponto é válido um amistoso como esse, contra um adversário tão desqualificado. Serviu apenas para o técnico Mano Menezes observar o comportamento de alguns jogadores com a amarelinha e no máximo questões sobre posicionamento da equipe dentro de campo, porque em relação ao adversário, não colocou em prova a seleção brasileira em momento nenhum, seja no aspecto defensivo ou ofensivo.
Victor não viu a bola e o ataque brasileiro não fez um saco de gols porque não quis, e antes que me cobrem, a pressão dos 5 minutos iniciais não existiria se fosse um adversário mais qualificado, a postura brasileira seria outra.

Mas como diria o grande mestre Alberto Helena Jr. "Time quando está mal perde até pro vento", ao menos a vitória, que nunca é demais, traz confiança, principalmente para uma seleção em formação.

Além disso foi possível fazer observações interessantes em relação a filosofia de trabalho da nova seleção brasileira.
Mano Menezes passou o jogo todo tentando corrigir o problema de criação e saída de bola da seleção que estava a cargo da dupla de zaga Thiago Silva e David Luiz e do volante Lucas. Problema crônico da era Dunga, quantas vezes vimos o zagueiro Lúcio avançando tentando armar as jogadas ofensivas sempre que o Brasil enfrentava um time mais fechado ? ou Gilberto Silva sendo o principal responsável pela saída de bola da equipe ? ou Luis Fabiano e Robinho voltando até o meio de campo para buscar jogo ? Dunga nada fazia além de esperniar à beira do gramado.

Mais do que a mudança de esquema feita por Mano ao tirar Philippe Coutinho e lançar Elias, o que de fato melhorou a saída de bola da seleção, o importante é o pensamento do treinador, a busca por alternativas e soluções para corrigir o problema, a consciência de que criação é responsabilidade dos homens de meio campo e não da dupla de zaga.

Mano deixou claro com apenas dois amistosos que quer um time rápido, que toque bem a bola e gire-a com velociade. A receita certa para abrir os espaços em defesas mais fechadas. Exatamente como faz o Corinthians que Mano deixou prontinho para Adílson Batista.

Em relação aos jogadores o destaque positivo é Alexandre Pato, que fez boa partida e parece ter tomado conta da 9. Elias e Giuliano também estrearam bem.

[Simplesmente magistral a cobrança de falta de Daniel Alves.]




Segunda-feira o Brasil volta a campo para enfrentar a Ucrânia...

...e enquanto isso nossos vizinhos jogam com Espanha e Japão.


Um comentário:

Cleber Soares disse...

e ai Luciano, blz.
Realmente não se tem muito pra falar de um jogo como esse, o Irã é uma piada.....
Mas acho importante ter calma nessa hora, essa tal renovação tem que ser feita com cuidado para não queimar um ou outro moleque que vem chegando agora.

BLOG DO CLEBER SOARES
www.clebersoares.blogspot.com