"Além dos sinais externos que denunciam - cabelos brancos, cabelo nenhum, rugas, barriga, essas indignidades - as gerações se reconhecem pelos jogadores de futebol que se têm na memória"

Luis Fernando Veríssimo

20 de ago de 2011

Cadê a teoria ?

A filosofia de trabalho é simples: Faça o que eu digo, não faça o que eu faço.

Mais perdido que cego em tiroteio - perdoem o humor negro e os ditados em sequência, mas se houvesse um "dicionário de ditados", ao lado desses certamente estaria a foto de Mano Menezes.

A teoria é linda, perfeita, maravilhosa. Nos microfones, o treinador da seleção brasileira fala o que todos querem ouvir, o problema é que o que se fala na sala de imprensa, não aparece nos gramados.

Durante uma entrevista coletiva ainda na primeira fase da Copa América, na véspera da partida contra o Paraguai, ao ser questionado sobre como seria a postura da seleção diante de um adversário teoricamente mais forte, Mano deu a seguinte declaração: "Não podemos, seja qual for o adversário, nos limitar a preocupação de anular suas armas, precisamos criar dificuldades para que eles também se preocupem conosco" - em outras palavras: imposição e protagonismo, o tal protagonismo que era a base da filosofia de Mano Menezes um ano atrás, ao assumir o comando técnico da seleção brasileira, mas que jamais foi visto.


10 de agosto de 2011, Brasil x Alemanha, Mano Menezes tira Paulo Henrique Ganso, futuro e único candidato a camisa 10 da seleção de uma partida muito importante do ponto de vista de experiência e bagagem ao atleta, do time para jogar com três volantes, se precupando única e exclusivamente em anular o meio de campo alemão para viver de esporádicos contra ataques.

Esse é apenas o exemplo mais recente de como o técnico da seleção brasileira não coloca em prática a sua teoria, e esse é apenas um dos problemas.

Outro ponto determinante para as críticas e falta de evolução do trabalho é a absoluta falta de critérios para as convocações. Exs.: 1. Leque muito grande de jogadores convocados, muitos deles são convocados esporadicamente, sem tempo de se ambientar e de se entrosar; 2. Conveniência pura e simples. Mano esperniou, chiou, criticou publicamente a falta de comprometimento de Marcelo, mas quando a coisa apertou... 3. A busca exagerada por jogadores "desconhecidos" do leste europeu. Não estou dizendo que não são bons jogadores, mas pra seleção brasileira ? 4. Insistência sem sentido em jogadores que saíram do Brasil e simplesmente sumiram. André Santos amargou a reserva na Turquia por mais de seis meses, Elias, ex-corinthians, já está virando moeda de troca no Atlético de Madrid, qual o merecimento de ambos para estar na seleção ? 5. Lúcio, Julio César e Ronaldinho Gaúcho, queremos um time para 2014 ou resultados imediatos ?



Sempre fui um admirador e um defensor de Mano Menezes, uma renovação de seleção brasileira demanda tempo, muito mais quando temos um "buraco de gerações", que ao meu ver é o grande problema da seleção atual, mas isso eu discorro eu outro post. Fato é que tempo é um "luxo" do qual não dispomos.

Copa de 2014: faltam 3 anos, 12 estádios e 1 time.


3 comentários:

Cleber Soares disse...

Luciano,
Mano é politico, se não era agora é...
Defendo que a culpa não é só sua, mas também é sua, em partes...

Ser político faz parte, mas ainda prefiria que ele fosse patriota, coisa alias, que poucos hoje são...

BLOG DO CLEBER
www.clebersoares.blogspot.com

FuteB.R.O.N.C.A.! disse...

Copa de 2014: faltam 3 anos, 12 estádios e 1 time! Excelente e perfeito! Já já este "e" vira vírgula e muda de lugar: 3 anos, 12 estádios, 1 time e 1 treinador.

A batata tá assando, na teoria e na prática.

Saudações!!!

Kaique Pedaes disse...

Se faltasse somente os estádios, ainda dava pra ter esperanças...

Abraço
@britfoot
http://britfoot.blogspot.com/