"Além dos sinais externos que denunciam - cabelos brancos, cabelo nenhum, rugas, barriga, essas indignidades - as gerações se reconhecem pelos jogadores de futebol que se têm na memória"

Luis Fernando Veríssimo

22 de set de 2011

Salve o Corinthians !

 
Vivemos o tempo do profissionalismo. Cobra-se de todo e qualquer profissinal, do gari - com todo respeito a profissão tão digna quanto qualquer outra - ao diretor de uma grande empresa, uma postura irretocável e a cada dia que passa exige-se uma melhor prepração e qualificação para execer a função.

A explicação para tais exigências poderia ser o perfeccionismo de um sociedade que não para de evoluir, afinal, profissionalismo nos dias de hoje é sinal de eficiência que por sua vez remete a um constante progresso.

Contudo, quando o assunto é futebol, embora muito necessário, o conceito de profissionalismo esbarra em questões maiores e mais complexas.

A sabedoria popular já alerta que "mexer com a paixão de um torcedor é colocar a mão em vespeiro", mas o sentimento daqueles que são sim a parte mais importante do espetáculo não justifica todo e qualquer tipo de comportamento por parte dos mesmos.



A crise que se instalou no Corinthians após a rodada do fim de semana do Campeonato Brasileiro e a postura da pseudo-diretoria não é novidade nenhuma, ao menos não para os 30 milhões de corintianos e aos que acompanham futebol mais de perto.

O que - pelo incrível que pareça - ainda causa espanto - e espero que continue causando, pois o dia que a perturbação com esse tipo de conduta deixar de existir o futebol brasileiro entrará por um caminho sem volta - é o fato de o mesmo presidente que foi a público afirmar que o seu clube seria o mais bem estruturado física e financeiramente, e que portanto se transformaria em um exemplo de gestão profissional, do mundo, permitir que membros de uma facção - facção porque não são torcedores e sim criminosos - entrem na concentração para ameaçar de forma velada jogadores e comissão técnica em caso de nova derrota.

O mesmo presidente que banca o treinador até o fim do ano, permite que o mesmo seja coagido, em seu local de trabalho, a ponto de temer pela segurança de sua família.

Esse é o clube que se autodenomina o futuro melhor clube - ser o melhor clube abrange muito mais do que simples resultados dentro de campo - do mundo.

O Corinthians nasceu para representar o povo - mas não é de propriedade pública, precisa e deve ter comando e hierarquia - em um esporte na época, acredite, elitista. Futebol era como, em termos de comparação aos tempos atuais, ir ao jóquei clube. Acontece que fazem 100 anos. O futebol, assim como a sociedade mudou, o profissionalismo faz-se necessário e não pode ao menor sinal de pressão ser deixado de lado.

Salve o Corinthians [!] do boçais que se dizem torcedores e dos fracos que se dizem diretores.

3 comentários:

Rafael Godoy disse...

Acho, que torcida não deveria interferir nisso, afinal toricda boa é na arquibancada! Brigar na rua só pq a outra pessoa não gosta do seu time, ou invadir centro de treinamento para chingar jogardor... isso é o cumulo...

William disse...

Lugar de torcida é na arquibancada, aplaudindo ou vaiando. E só!!!
Independente de clube, essas torcidas organizadas só querem tumulto, nada mais que isso.
Abraço e bom final de semana.

FuteB.R.O.N.C.A.! disse...

Volta e meia o MP está banindo torcidas organizadas e os próprios clubes estão melhorando seus estatutos visando melhores administrações.

É um trabalho paralelo, embora independente, visando sanar algumas das maiores mazelas do futebol brasileiro.

Mas no momento que esta diretoria - aquela que deveria ser e estar melhorada - permite a entrada de vândalos -aqueles que deveriam estar banidos - volta-se a estaca zero.

Até quando?

Saudações!!!