"Além dos sinais externos que denunciam - cabelos brancos, cabelo nenhum, rugas, barriga, essas indignidades - as gerações se reconhecem pelos jogadores de futebol que se têm na memória"

Luis Fernando Veríssimo

22 de out de 2011

Équilibre parfait

Na semana em que tivemos a corroboração do óbvio - leia-se politicagem no futebol tabela da Copa do Mundo - vou, como amante do futebol - embora muitos se esforcem para acabar com tal sentimento - deixar uma dica aos leitores que, como eu, preferem "continuar acreditando" que o futebol é uma "ilha da fantasia" imune aos males que apodrecem os demais segmentos da sociedade.


Pode parecer estranho, já que estamos em uma reta final de campeonato brasileiro que promete grandes emoções até a última rodada - rodada aliás que nos reserva clássicos simplesmente fantásticos - mas, recomendo, aos que puderem, a acompanhar os jogos do Paris Saint-Germain pelo campeonato francês.

O clube da capital francesa investiu no futebol sul-americano dentro e fora dos gramados para voltar ao caminho dos títulos. Além de anunciar a maior contratação da história do futebol francês, o argentino Javier Pastore - que vem correspondendo o investimento de 43 milhões de euros diga-se - chegaram ainda o capitão da seleção uruguaia, campeã da Copa América, Diego Lugano, e, para assumir o cargo de novo diretor esportivo, o brasileiro Leonardo.

Javier Pastore e Nenê - Dupla de meias de fazer inveja a qualquer clube do mundo

O time de Antoine Koumbouaré, é interessantíssimo na teoria, armado em um 4-4-2 em quadrado com Nenê - que vem jogando o fino da bola desde a temporada passada - e Javier Pastore - craque - na armação, o oportunista Kevin Gameiro no comando do ataque e Diego Lugano liderando o sólido sistema defensivo; e melhor ainda na prática, com um futebol envolvente e ofensivo, o típico time "sanfona": compacto, rápido, com um meio campo que, apesar de contar com dois meias criativos, dá combate, principalmente com o incansável Sissoko, e avança em bloco.

O PSG conta hoje com o que este blogueiro costuma chamar de "equilíbrio perfeito" - ou quase - em relação a importância de jogadores e suas funções; a mescla perfeita de craque, bons jogadores e operários. Ao contrário do que todos imaginam, um time perfeito, ou que se aproxime disso no futebol, prima por uma série de fatores que não apenas onze grandes jogadores; é necessário que eles se completem e não se anulem, que interajam e não concorram e que executem suas funções sem esperar o reconhecimento da função do outro.

2 comentários:

Rafael Godoy disse...

Realmente, futebol como na Europa não existe. Envestimentos milionários sem contar na vontade dos jogadores em jogar futebol. Ao contrário do Brasil onde o futebol está vivendo um momento de apenas crizes..

FuteB.R.O.N.C.A.! disse...

Confesso que não acompanho, mas ouço falar. E bem. De fato, todo time precisa também de seus operários.

O que seria de um refinado restaurante sem a manutençao do pessoal da limpeza?

Saudações!!!