"Além dos sinais externos que denunciam - cabelos brancos, cabelo nenhum, rugas, barriga, essas indignidades - as gerações se reconhecem pelos jogadores de futebol que se têm na memória"

Luis Fernando Veríssimo

11 de abr de 2012

Erros "bem vindos"

Embora tenha ficado um tempo inativo - por absoluta falta de tempo - o De Olho no Lance continua de olhos bem atentos a tudo que acontece no mundo da bola, em especial a sempre sedutora Champions League.


A fase de quartas-de-final foi marcada pelo encontro de gigantes entre Milan e Barcelona, um duelo onde a proporção de grandiosidade do confronto foi a mesma da pequenez do fator decisivo, o árbitro. E a influência desse fator vai muito além do simples resultado da partida ou da eliminação deste ou daquele do campeonato de clubes mais importante do mundo - o que já não é pouco.

Os erros decisivos da arbitragem não mudam o curso apenas de jogos ou campeonatos específicos, alguns, transformam a história do futebol interrompendo ou dando continuidade a ciclos e hegemonias.


Antes de bancar o advogado do diabo, deixo claro que o a qualidade do Barcelona não está em questão, aliás, o time catalão está inquestionavelmente entre os maiores da história. Afirmação irrefutável e irrevogável. ponto final Mas o fato é que o Milan esteve, surpreendentemente - ou não - próximo de "encerrar uma era", e só não o fez por influência direta do apito.

O time italiano deu uma aula de marcação. Provou que é possível parar o melhor do mundo na bola, dobrando a marcação, diminuindo os espaços, sem violência. Além de ter demonstrado um poder de reação incrível ao sair atrás no placar e buscar o resultado em pleno Camp Nou.


Se conseguiria derrubar o Barcelona em seus domínios jamais saberemos, o que sabemos é que graças ao apito soprado de maneira errônea, Messi continua sendo Messi, Barcelona continua sendo Barcelona, e sua filosofia de trabalho continua sendo propagada como a melhor maneira de se praticar futebol na atualidade, então de certa forma o futebol agradece por esses erros, erros que nos mantém na ilha da fantasia do futebol arte catalão. Não que de fato não seja, mas já começa a dar mostras de que não é invencível como se pensa.

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