"Além dos sinais externos que denunciam - cabelos brancos, cabelo nenhum, rugas, barriga, essas indignidades - as gerações se reconhecem pelos jogadores de futebol que se têm na memória"

Luis Fernando Veríssimo

12 de mai de 2012

O Sentimento não pode parar

Noites como a de ontem refrescam a minha memória, reacendem e reafirmam meu sentimento por esse esporte.

Consegui uma façanha ontem que não era capaz desde os tempos de Japão - um ano atrás - acompanhar três partidas no mesmo dia - duas delas de maneira simultânea(São Paulo x Ponte Preta e Fluminense x Internacional). E para a minha alegria, o futebol foi generoso com seus fãs na noite desta quinta-feira.

Muito prazer "gênio da bola"
A noite começou com um show - ode ao futebol arte de jovens que nasceram para estar dentro das quatro linhas - um massacre para a história. Gol de tudo que é jeito, para todos os gostos. Um cartão de visitas ao único ser humano no planeta terra que vive do futebol e não conhecia Neymar - assim afirmava o fanfarrão técnico do Bolívar Ángel Guillermo Hoyos - Bom, agora conhece, e com certeza, não esquecerá tão cedo. [Não perca a conta]


Resultado histórico no aspecto estatístico: sexta maior goleada da história da Libertadores da América; no aspecto institucional: o Santos de Neymar igualou o Santos de Pelé na deferença de gols em uma vitória; no aspecto emocional: quem lá estava, não esquecerá.

Luis Fabiano comemora o gol trezentos de sua carreira que classificou o São Paulo para as quartas-de-final da Copa do Brasil
Depois de nos apresentar o talento, o futebol usou seus artistas da bola para nos apresentar sua outra face: a emoção. No Morumbi o São Paulo resolveu colocar um pitada de drama e saiu atrás no placar diante da Ponte Preta, que abriu o marcador graças a uma pintura de gol do atacante Somália. Naquele momento o Tricolor precisava de três gols para evitar a eliminação precoce na Copa do Brasil, e a noite que caminhava para um vexame, se tornou histórica quando ao 22 minutos do segundo tempo, Luis Fabiano marcou o terceiro gol sãopaulino - número 300 de sua carreira - e classificou o time para as quartas-de-final da competição.


Enquanto isso no Engenhão, Fluminense e Internacional decidiam quem seguiria na competição de clubes mais importante das Américas, e como é característico em partidas com duas forças tão equilibradas, o futebol usou de suas minúcias para dar números finais ao jogo. Na venenosa bola parada de Thiago Neves, o time carioca eliminou o bi-campeão continental de virada.

Engana-se quem pensa que somos privilegiados. O futebol é um ser de várias faces e onipresente. Enquanto nos brindava com emoção e espetáculo, sua faca imponderável era vista em terras chilenas, e a classificação que parecia impossível para a Universidad de Chile, chegou com sobras: 6x0 sobre o Deportivo Quito, depois de perder a primeira partida por 4x1.


Noites como essas me fazem imaginar o futebol como um ser mitológico, manipulador, que move as peças no tabuleiro como deseja e faz o que bem entende com os sentimentos que o cercam. Encerra eras, resgata glórias, move o acontecer do fatos de maneira hipnótica, para que ninguém se desvencilhe de suas garras. Definitivamente, noites como essas nos impedem de abandonar o sentimento, mesmo que em certas ocasiões, razões não faltem para isso.

2 comentários:

Cleber Soares disse...

Luciano,
ontem o Santos não jogou...

...desfilou...simples assim.

BLOG DO CLEBER SOARES
www.clebersoares.blogspot.com

FuteB.R.O.N.C.A.! disse...

Dificilmente não teremos um brazuca na final da Liberta. Já na Copa do Brasil,aposto alto em São Paulo e Grêmio.
Esta semana também é semana de clássicos. Que ela nos presenteie novamente como há 7 dias.

Saudações!!!