"Além dos sinais externos que denunciam - cabelos brancos, cabelo nenhum, rugas, barriga, essas indignidades - as gerações se reconhecem pelos jogadores de futebol que se têm na memória"

Luis Fernando Veríssimo

6 de jun de 2012

Mas já mudaram as verdades?

A verdade de ontem não é a mesma de hoje. Não quero me gabar, mas eu cantei essa bola, não acredita? É simples, basta ler o post anterior. 90 minutos depois e lá se foi o "oba oba" com a invicta seleção brasileira. Bastou encontrar uma seleção um pouco mais organizada taticamente e com o mínimo - mínimo mesmo - de qualidade técnica e pronto, estamos de volta a realidade, feliz ou infelizmente.

Nem ranzinza nem corneta, apenas realista. Uma vitória sobre uma seleção que consegue ser mais bagunçada que a nossa - Dinamarca - e uma sobre uma seleção que não conseguiu se renovar com uma geração sequer razoável - EUA - não podem mascarar todos os problemas tampouco satisfazer a seleção brasileira de futebol.

Neymar tem atuação apagada na derrota brasileira
O time de Mano Menezes não tem padrão de jogo, não tem esquema definido e o principal: Os jogadores não conhecem suas funções em campo. E começo a achar que nem mesmo o treinador as conhece. O diagnóstico é simples: Pergunte para qualquer brasileiro quem arma, quem defende, quem ataca, quem recua, quem cobre quem, quem joga de que lado, quem substitue quem, quem bate falta, quem bate pênalti, até o mesmo quem é o jogador que mais reclama com o juiz no time do Barcelona e 11 em cada 10 boleiros terão as respostas na ponta da língua. Faça as mesmas perguntas sobre a seleção brasileira...

Nem todas as regras que regem a vida são válidas no futebol. Dentro de campo não se respeita o que não se conhece. Ninguém mais conhece, tampouco respeita, a seleção brasileira. A "fama" de Neymar está longe de amedrontar os adversários. Todos entram em campo e encaram de igual para igual - ao menos no sentido psicológico - o time que antes fazia os rivais tremerem ao menor sinal de sua presença. Se o México usou os contra-ataques e uma postura defensiva, é indiferente, cada um usa as armas de que dispõe. FATO é que outrora isso não era suficiente para vencer a camisa mais tradicional do futebol mundial, atualmente, qualquer Chicharito faz o Brasil "pagar mico" - sem menosprezo.

[OBS: "Salário baixo é suposta prova de que Ronaldinho quer jogo" - Salário em questão: 300 mil reais mensais. Realmente, ganhando essa "miséria" é um absurdo que o cobrem tanto, coitado.]

Um comentário:

Cleber Soares disse...

Luiciano,

eu também tinha cantado essa pedra.
Até por que não era difícil de preve-la.

A solução? Confesso que não sei.

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