"Além dos sinais externos que denunciam - cabelos brancos, cabelo nenhum, rugas, barriga, essas indignidades - as gerações se reconhecem pelos jogadores de futebol que se têm na memória"

Luis Fernando Veríssimo

20 de nov de 2012

"i"NOVAÇÃO

O mundo é feito por aqueles que têm a capacidade de sonhar. Transformado por aqueles que têm a ousadia de realizar seus sonhos. E "inovação", é a palavra de ordem para ambas as situações.

Desde de que o mundo é mundo, observamos impérios surgirem, atingirem seu auge e lentamente começarem a entrar em declínio até serem engolidos pela próxima idéia inovadora. Curso natural dos acontecimentos, que geralmente têm algo em comum: Uma perda irreparável, leia-se líder.

O cara que comanda não comanda por acaso, comanda porque tem conhecimento de causa. E não se engane, inteligência estratégica e administrativa(jurídica e pessoal) são caracterísiticas comuns a todos os grandes líderes da história da humanidade - dos bonzinhos aos ditadores - e não se prenda apenas a governos, alguns dos homens que mais transformaram o mundo no que ele é hoje, passaram a vida sem sequer pisar nos palácios reais.

Steve Jobs - Fundador da Apple

O último grande transformador que nos deixou órfãos atendia pelo nome de Steve Jobs. A interatividade e a comunicação humana nunca mais serão as mesmas depois de seus "i's". Acesso instantâneo a qualquer informação, na velocidade de um toque, em qualquer lugar. Obra de Jobs e da Apple - gritem e esperneiem quanto quiserem os amantes do Android.

"Pep Guardiola é o Steve Jobs do futebol" - Jorge Valdano - ex-diretor do Real Madrid

Posse de bola. O conceito é simples: Se ela está comigo, eu estou mais perto do gol, e consequentemente mais longe de sofrê-lo. Claro que existe os detalhes, mas basicamente a filosofia é essa, e com os homens certos executando, Pep Guardiola "i"novou o conceito de "futebol arte". Assim como no caso do fundador da Apple, foi seguido por muitos que tentaram repetir sem o mesmo sucesso - Androids do futebol. E assim como no caso da gigante americana, o gigante espanhol dos gramados continua com o selo de qualidade indiscutível, mas sem o mesmo brilho depois da perda de seu líder. Que me desculpem, Tim Cook e Tito Vilanova.

4 comentários:

Zé do Rádio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cleber Soares disse...

Luciano,

a um ditado que diz que a história não se faz, ela se repete...

no caso do futebol, em especifíco, os europeus inventam, o Brasil assimila, aperfeiçoa e volta virar referência...

SOMOS FLAMENGO
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BLOG DO CLEBER SOARES
clebersoares.blogspot.com

FuteB.R.O.N.C.A.! disse...

Esse papo de posse de bola me lembrou Parreira quando foi treinador do Corinthians. O que de fato define a questão: qualquer que seja sua forma de jogar, você pode desenvolve-la bem ou mal, dependendo de quem vai desempenhar as funções. Por isso que tantos "imitões" dão com os burros nágua ao copiar o Barça. Não este, o de Guardiola.

Saudações!!!

FuteB.R.O.N.C.A.! disse...

Uma visão muito particular sobre o Maraca, seu estágio atual, sua obra e sua história. Neste sábado, quando o blog completou 3 anos, eu fui lá conferir. Veja o post e as fotos no blog e deixe sua impressão: http://www.futebronca.com.br/2012/12/maraca-eterno.html#.ULvM0eT7KDo