"Além dos sinais externos que denunciam - cabelos brancos, cabelo nenhum, rugas, barriga, essas indignidades - as gerações se reconhecem pelos jogadores de futebol que se têm na memória"

Luis Fernando Veríssimo

12 de dez de 2012

Muito prazer, CORINTHIANS

Brasil, Rio de Janeiro, 5 de dezembro de 1976, domingo, 17H00. 147 mil pessoas lotam o Estádio Mário Filho, popular Maracanã, para acompanhar o jogo único da semi-final do Campeonato Brasileiro daquele ano entre Corinthians e Fluminense. O que ninguém sabia até então, é que esse dia ficaria marcado para sempre na história do futebol brasileiro não pelo resultado em campo, mas pelo o que se viu nas arquibancadas. 70 mil corintianos protagonizaram o que ficou conhecido como a "invasão corintiana" ao maior estádio do mundo.

Japão, Toyota, 12 de dezembro de 2012, quarta-feira, 19H30 (horário local). 15 mil corintianos escrevem um novo capítulo da história do futebol brasileiro. Guardadas as devidas proporções, a segunda "invasão corintiana" cruzou fronteiras muito maiores que as estaduais. Continentes e oceanos ficaram pequenos para o tamanho da paixão de uma torcida que esperou mais de cem anos por esse dia.

Assim como na primeira invasão, o time saiu de campo com a vitória. Diante desse cenário, obviedade prevista. Como também é óbvio a data da terceira "invasão corintiana". Domingo, 16 de dezembro de 2012, 20H30, Yokkohama, Japão. Talvez, a obviedade do resultado seja contrariada no terceiro capítulo dessa história, mas pouco importa, porque o Corinthians não precisa mais do título para se apresentar ao mundo, hoje, todos sabem o que move o clube que está na final do mundial da FIFA de 2012. A essência não se perdeu, e jamais irá, mas o fato é que a favela, virou elite.

Um comentário:

Pedro Caldas disse...

O Corinthians tá exagerando nessa de Mundial. O foco maior deveria ser no bi da Libertadores, na boa. Mundial é bacana, mas esse apelo todo é desnecessário.