"Além dos sinais externos que denunciam - cabelos brancos, cabelo nenhum, rugas, barriga, essas indignidades - as gerações se reconhecem pelos jogadores de futebol que se têm na memória"

Luis Fernando Veríssimo

17 de fev de 2014

Qualquer semelhança, não é mera coincidência

Corinthians e Palmeiras entraram em campo como é de praxe: crise de um lado, tranquilidade do outro. Cenário que está sempre a um gol de distância de se inverter.

E essa não foi a única semelhança. O duelo dessa tarde, número 151 de corintianos e palmeirenses no Pacaembu, teve todas as obviedades possíveis no que diz respeito a história recente dos clubes.

Romarinho fez gol - e precisou de 4676947 chances para converter uma. Cássio, defende chutes a queima roupa dentro da área e não acerta uma saída de gol em bolas aéreas. Ralf colocou Valdívia no bolso. Lúcio arrumou briga. Fernando Prass provou - mais uma vez - que está entre os melhores goleiros do Brasil. Alan Kardec fez gol de cabeça, que mais pareceu um chute - aliás, é hoje o melhor centroavante em atividade no Brasil. Que bom que o Felipão é uma porta de teimoso, né Fred?! Senãããoo... O Corinthians empatou! - a vá?! - Gilson Kleina, um daqueles treinadores que não importa o resultado dentro de campo, precisa matar um leão por rodada pra provar que merece reconhecimento, mais uma vez deu aula de futebol em treinador de grife que tem muita firula na entrevista e pouca eficiência armando time. Mano Menezes errou! - a vá?! - recuou o time na hora errada - atitude de treinador de time pequeno - e demorou uma vida pra colocar Renato Augusto em campo. Pra variar, o medo de perder o clássico, foi maior que a vontade, e a necessidade, de ganhar. De ambos os lados.

Alguém pegou outra?

Me conta uma novidade vai.

E pode por o jogo nas estatísticas, porque foi só pra isso que o clássico de hoje serviu.

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