"Além dos sinais externos que denunciam - cabelos brancos, cabelo nenhum, rugas, barriga, essas indignidades - as gerações se reconhecem pelos jogadores de futebol que se têm na memória"

Luis Fernando Veríssimo

21 de mai de 2014

Segundos eternos

Existem certos acontecimentos esportivos que sempre valem a pena serem lembrados. Não ficam velhos, não desvalorizam, não perdem a emoção. Lances que aprendemos a apreciar sobre uma nova perspectiva a cada repetição.

O lance em questão aconteceu na primeira rodada dos playoffs da NBA - Não terá mais nenhuma influência no futuro da liga, já que ambos os times já foram eliminados - Era o sexto jogo entre Toronto Raptors e Portland Trail Blazzers. Os Blazzers estavam a um jogo de fechar a série, e a nove segundos de perder a partida, quando, o ótimo, Damian Lillard, camisa 0 do Blazzers, protagonizou um lance antológico.

O placar marcava 98 a 96 para os Raptors, em uma jogada que parecia morta, Lillard se desloca da ponta direita para o centro do garrafão, salta para trás para fugir da marcação e arremessa da linha de três.

Por uma fração de segundos o mundo para. Respiração, corações, olhares estáticos. Apenas a bola parece ter o direito de se deslocar, de desafiar o tempo, o ar, a gravidade.

A luz vermelha da tabela se acende, como quem anuncia o fim, o fim de uma espera, de um trajeto que em milésimos de segundos, muda para sempre a história. E, explosão.

Posso escrever por dias que não vou conseguir descrever o sentimento. Posso escrever por dias, que não vou conseguir descrever todo o sentimento. Posso escrever por dias, mas não sei nem por onde começar a descrever o sentimento.

Perguntava-me se o assunto ainda era válido para um post, agora pergunto-me se um post é suficiente para o assunto.


(Dica: Clique no botão do Youtube no vídeo e assista direto no site em HD)

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